Nenhum outro rio norte-americano capturou a imaginação popular como o Mississippi - que começa como um gotejamento de um lago glacial no noroeste de Minnesota e ganha força, à medida que recebe as águas dos Rios Ohio, Illinois, Missouri e Arkansas; em sua jornada para desaguar no Golfo do México...
Seu encanto duradouro foi imortalizado nas obras de Mark Twain - que perfeitamente traduziu a grandeza deste rio: "O Mississippi é notável em todos os aspectos!"
É o terceiro maior rio do mundo; o segundo maior do Continente Americano (só perde para o Rio Amazonas); e sem dúvida alguma é o maior da América do Norte - com aproximadamente 6.300 km de extensão (e uma vazão média de 12.700 metros cúbicos de água por segundo)! Ele corta ou margeia 10 Estados Americanos (Minnesota, Wisconsin, Iowa, Illinois, Missouri, Kentucky, Arkansas, Tennessee, Mississippi e Louisiana); antes de chegar ao Oceano Atlântico - cerca de 160 km ao sul de New Orleans. Seu nome vem da expressão indígena "misi-ziibi" - que significa "grande rio"; e o Lago Itasca (pequeno lago glacial que é considerado sua principal nascente) era chamado pelos nativos de "Pai das Águas".
Em 08 de Maio de 1541, Hernando de Soto tornou-se o primeiro explorador europeu a vislumbrar o Rio Mississippi (e o batizou de "Rio do Espírito Santo"). Mais de um século depois (1673); os exploradores franceses Louis Joliet e Jacques Marquette começaram a explorar o vale do "Grande Rio" - abrindo caminho para René Robert Cavelier e Henry de Tonty reclamarem estas terras para a França (em 1682). Foram eles quem nomearam esse território de Louisiana (em homenagem ao Rei Luís XIV). Em 1718, Jean-Baptiste Le Moyne de Bienville fundou a cidade de New Orleans - relativamente próxima ao delta do Rio Mississippi.
Nas décadas seguintes, uma imensa sucessão de guerras e acordos comerciais fizeram com que a região fosse controlada por ingleses, franceses e espanhóis; até que em 1803, os Estados Unidos compraram este território da França - encerrando as disputas e questionamentos sobre a posse destas terras. Porém, somente em 1815 é que os EUA passaram a controlar New Orleans.
O Rio Mississippi também foi importante durante a Guerra Civil Americana - e a Batalha de Vicksburg, em 1863, foi decisiva para a vitória da União sobre os Confederados...
Esse rio é figura quase onipresente na cultura norte-americana - sendo retratado em muitos livros, discos e filmes. Isto sem falar em seus inúmeros apelidos, tais como: "Moon River"; "Big River"; "Old Man River"; "Great River"; "Body of a Nation" e "Old Blue".
Diferentemente de outros rios, profundamente afetados pela Radiação (tal como os três rios que banham Pittsburgh - Allegheny, Monogahela e Ohio; e o Potomac em Washington D.C.); as águas do Mississippi não foram "muito" contaminadas pelas bombas atômicas chinesas. Curiosamente, a Grande Guerra acabou sendo benéfica ao "Velho Azul" - pois resultou numa drástica redução da poluição doméstica e industrial. E hoje, passados mais de 200 anos, suas águas são consideradas "puras" e "potáveis" em quase toda a sua extensão!
Tal como ocorrida no Século XVII, o Rio Mississippi é conhecido por seus "piratas". O mais famoso deles chama-se John Murrell (conhecido assassino, ladrão e escravagista - líder da gangue Pirates); que navega em pequenos barcos à vapor e faz sua fortuna saqueando cidades ribeirinhas. Mas não é o único! Recentemente, boatos dão conta de um incrível exército mercenário, controlando grandes embarcações (que mais parecem "fortalezas flutuantes"); e vem espalhando o terror por todo o "Meio-Oeste" - conhecidos como Vikings...
Outra ameaça a todos aqueles que se aproximam de suas margens são as feras que lá habitam - tais como Apegators, Floaters, Frogodillos, Mutant Crocodiles, Mirelurks (e suas variações: Nukalurks, Swamplurks e Lakelurks), Pelisnakes, Spore Carriers, Spore Plants, Swampfolks e as temíveis Krokocondas. Isto sem falar nas outras bestas em suas margens...
Regra Geral de Navegação:
O Rio Mississippi possui corredeiras muito fortes - e que praticamente impossibilitam a "natação". Em caso de naufrágio ou mergulhos (acidentais ou não); o Personagem precisará ser bem sucedido em três Testes sucessivos (aplicando-se modificadores conforme as circunstâncias):
01) Teste de Sobrevivência;
02) Teste de Resistência;
03) Teste de Agilidade.
Se falhar no Primeiro Teste (Sobrevivência), o Personagem poderá repeti-lo, uma única vez, com METADE do percentual normal desta Habilidade (arredondado para baixo). Em caso de nova falha, ele se afoga - ficando inconsciente e perdendo 01 Nível de Vitalidade da Cabeça e Tronco por turno - até que seja resgatado ou morra.
Se for bem sucedido, poderá realizar o Segundo Teste (Resistência). Se falhar aqui, repete-se o Primeiro Teste. Mas se for bem sucedido, o Personagem pode tentar o Terceiro Teste (Agilidade); para nadar em segurança até a margem do rio. Em caso de falha, repete-se o Segundo Teste.
Não existe número máximo de "testes" possíveis - mas a cada falha, o Personagem perde 01 Nível de Vitalidade da Cabeça (por engolir água em excesso). E se não conseguir escapar (ou ser resgatado a tempo); acabará se afogando...
Navegar em embarcações apresentam vantagens e desvantagens...
Por um lado, o número de criaturas e facções que podem atacá-lo é menor; e o deslocamento rumo ao sul é sensivelmente mais rápido (por exemplo: com um barco à remo, os Personagem podem "descer o rio" a uma média de 04 milhas por hora). Contudo, sempre existe o risco de naufrágio (e consequentemente afogamento); e o deslocamento rumo ao norte (ou seja: contra a correnteza) é mais lento (média de 01 milha por hora num barco à remo).
Em todo caso, a cada Hora remando, o Personagem perde 01 Nível de Vitalidade.
Deslocamentos pelo Rio Mississippi (num barco à remo) =
Rumo Sul (à favor da correnteza): média de 04 Milhas por Hora;
Rumo Norte (contra a correnteza): média de 01 Milha por Hora.
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Evidentemente, barcos à vapor ou motorizados apresentam suas próprias velocidades (e não consomem Níveis de Vitalidade); mas são extremamente raros e caros...
De todo modo, a cada Hora navegada, deve o Mestre realizar um teste para determinar se houve (ou não) um Encontro Aleatório:
A cada Hora navegada (independentemente do deslocamento), role 1d10 =
* Resultados PARES significam que nada de importante aconteceu;
* Resultados ÍMPARES indicam a ocorrência de um ENCONTRO ALEATÓRIO.
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Existem 04 Tabelas (cada uma com 10 Possibilidades); que auxiliam o Mestre na criação de cenários, recompensas e desafios aos Jogadores - dos mais fáceis aos mais complicados. E cabe ao Mestre decidir entre "deixar a sorte decidir" como será este Encontro (rolando 4d10 e comparando os resultados com estas quatro Tabelas); ou simplesmente escolhendo uma das opções em cada uma delas. O Mestre pode, ainda, criar algo totalmente novo (não previsto nas Tabelas); aumentar ou reduzir os desafios e recompensas; modificar os resultados dos dados; etc.
Tabela nº 001 – Desafios Fluviais:
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001
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Ataques de Feras (siga para a Tabela nº 002);
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002
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Ataques de Feras (siga para a Tabela nº 002);
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003
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Ataques de Feras (siga para a Tabela nº 002);
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004
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005
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006
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03 barcos dos Pirates;
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007
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05 barcos dos Pirates;
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008
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03 barcos dos Pirates; comandados pelo Capitão John Murrell;
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009
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05 barcos dos Pirates; comandados pelo Capitão John Murrell;
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010
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10 barcos dos Pirates; comandados pelo Capitão John Murrell;
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Tabela nº 002 – Ataque das Feras:
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001
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002
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010
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Tabela nº 003 – Cenários:
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001
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Névoa fraca;
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002
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Neblina intensa;
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003
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Garoa fina;
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004
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Tempestade;
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005
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Céu aberto ou parcialmente nublado;
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Vila de pescadores;
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007
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Barraca isolada na margem;
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008
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Barco "fantasma";
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009
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Barco naufragado;
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010
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Ancoradouro ou Píer;
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Tabela nº 004 – Suprimentos & Outros
Itens:
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002
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010
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Observação: em viagens fluviais não se aplica a regra da "Viagem Rápida".



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